SÍMBOLOS DO NATAL

17/12/2011 19:28

 

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SÍMBOLOS DO NATAL

 

 

Por: Geisiel Santos

 

 

 

"Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte." (Prov 16:25).

“Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do SENHOR teu Deus, que fizeres para ti. Nem levantarás imagem, a qual o SENHOR teu Deus odeia. (Deut. 16.21 e 22)

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Todos os anos, quando chega o dia 25 de Dezembro, as pessoas em todo o mundo comemoram o “Nascimento de Cristo”. Afirmam comemorar o nascimento do Messias e para tal festa usam e abusam de tudo o que desagrada a Ele, bebem, fumam, ouvem e dançam músicas profanas e desprezam totalmente a possibilidade de ao menos ir a uma igreja ouvir sobre o Jesus que eles afirmam estar homenageando.

 

Mas, afinal, como tudo isso começou? Existe alguma passagem na Bíblia que nos incentive a comemorar o nascimento de Jesus? E com relação a data de 25 de Dezembro, Jesus teria nascido mesmo nessa data? 

 

Não existe nenhuma passagem bíblica que nos ordene a comemorarmos o nascimento de Cristo, encontraremos ordens para comemorarmos a sua morte e ressurreição, mas nunca o seu nascimento.

 

A razão é simples, de acordo com João 1, Jesus é eterno e sempre existiu ao lado de Deus Pai, Ele estava presente na criação e não tem princípio e nem fim de dias (Apocalipse 22.13), de acordo com a profecia de Isaias 9.6, “Um menino nos nasceu, um Filho se nos deu...”. De acordo com esta passagem, apesar do nascimento do menino (corpo humano de Cristo), o Filho não nascia naquele momento, o Filho era nos dado, ou seja, vinha a terra, enviado pelo Pai para encarnar em um corpo de Homem e habitar entre nós. Vejamos o que diz João 1.14:

 

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

João 3.16

 

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

 

Portanto, comemorar o nascimento de Jesus, é negar a sua eternidade, esquecer-se de que Ele é Deus e que, como tal, não tem princípios nem fim de dias. Fazemos menção da sua morte, primeiro porque Ele nos ordenou e segundo porque Ele ressuscitou, e através da sua morte tivemos os nossos pecados perdoados, mas, quanto ao seu nascimento, entendemos que Ele apenas encarnou, mas que já existia desde o princípio do mundo, porque Ele é eterno.

 

 

 

DIA 25 DE DEZEMBRO

 

 

 

Quando Jesus nasceu "... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho." (Lucas 2:8). Isto jamais pôde acontecer na Judéia durante o mês de dezembro: os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas. A Bíblia mesmo prova, em Cantares 2:1 e Esdras 10:9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noites no campo.

 

É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1). Mas, provavelmente o nascimento do Senhor tenha ocorrido na primavera, época, quando as noites são frescas e os pastores ficam acordados apascentando as ovelhas nos campos.

 

E porque então comemoramos no dia 25 de Dezembro? O dia 25 de dezembro foi escolhido porque coincidia com os festivais pagãos que celebravam a:

 

1 - SATURNÁLIA - A Saturnália era um festival romano em honra ao deus Saturno que ocorria no mês de dezembro, no solstício de inverno (era celebrada no dia 17 de dezembro, mas ao longo dos tempos foi alargada à semana completa, terminando a 23 de Dezembro). As Saturnálias tinham início com grandes banquetes e sacrifícios; os participantes tinham o hábito de saudar-se com io Saturnalia, acompanhado por doações simbólicas. Durante estes festejamentos subvertia-se a ordem social: os escravos se comportavam temporariamente como homens livres; elegia-se, à sorte, um "princeps" - uma espécie de caricatura da classe nobre - a quem se entregava todo o poder.

 

2 - SOLSTÍCIO DE INVERNO, EM ADORAÇÃO AO DEUS-SOL O solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do Equador. Embora sua data não seja a mesma em todos os anos, pode-se dizer que ocorre normalmente por volta do  dia 22 de Dezembro no hemisfério Norte e 21 de Junho no hemisfério Sul. Esse momento não é fixo no calendário gregoriano em função do ano tropical da Terra não ser um múltiplo exato de dias. Entre os romanos os festivais eram muito populares. O período marcava a Saturnália em homenagem ao deus Saturno. O deus persa Mitra, também cultuado por muitos romanos, teria nascido durante o solstício. Divindades ligadas ao Sol em geral eram celebradas no solstício também.

 

3 - SOL INVICTUS. - Este festival de inverno era chamado à natividade do sol. A festa solar do natalis invicti (natividade do sol inconquistado) era celebrada em 25 de dezembro.

Fica claro, portanto, que o dia de Natal não foi criado para a comemoração do nascimento de Jesus, as datas de 6, 17 e 22, 23 e 25 de Dezembro já eram usadas por povos antigos para a adoração do deus Sol e

já dispunha de todos os hábitos de troca de presentes que temos nos dias de hoje. No século IV, a igreja romana estava sobre o domínio de Constantino (Ver carta a igreja de Pérgamo neste mesmo site) e foi nessa época que se adaptou então, unificando as três festas pagãs em uma única e trocando o nome do deus sol pelo nome de Jesus, no entanto, nenhum detalhe dessa festa foi retirado e tudo permaneceu da mesma forma que era no paganismo.

 

 

ÁRVORE DE NATAL

 

 

 

A origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C.. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia, consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.

 

O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.

 

Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milênio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles as cultuavam e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades mitológicas. Sua projeção vertical desde as raízes fincadas no solo, marcava a simbólica aliança entre os céus e a mãe terra.

 

Entre os egípcios, o cedro se associava a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presente para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.

 

Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais árvores de Natal. Essa tradição passou aos povos Germânicos.

 

A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.

 

Esse tipo de adoração já existia nos tempos Bíblicos e Deus alertou Israel contra isso. Confira:

 

 "Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do SENHOR teu Deus, que fizeres para ti." (Deut 16:21)

 

“Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e Postes-ídolo no alto de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes” (1Rs 14:23).

 

 "Sacrificam sobre os cumes dos montes, e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, e do álamo, e do olmeiro, porque é boa a sua sombra; por isso vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram." (Os 4:13)

 

 

O PRESÉPIO

 

 

 

As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais que aconteciam durante a missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio, que hoje é uma tradição na Itália, na Espanha, na França, no Tirol austríaco, na Alemanha, na República Theca, na América Latina e nos Estados Unidos.

 

A tradição católica diz que o presépio surgiu no século 13, quando São Francisco de Assis quis celebrar um Natal o mais realista possível e, com a permissão do papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, um boi e um jumento vivos perto dela. Nesse cenário foi celebrada em 1223 a missa de Natal. O sucesso dessa representação do presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres.

 

No entanto, além de incentivar e trazer o uso de imagens de esculturas para a nossa casa, ou para as praças da cidade (Êxodo 20.4), o presépio conta com a presença dos magos do Oriente visitando Jesus na manjedoura, o que é uma inverdade. A Bíblia fala que os pastores de Belém visitaram a Jesus no ato do seu nascimento. Os magos só o visitaram quando ele tinha cerca de dois anos e já estava em sua casa. Confira esta referência:

 

Mateus 2

1  E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,

2  Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.

E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.

7  Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera.

8  E, enviando-os a Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.

11  E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.

16  Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.

 

Observe que eles não vão direto a Belém pois estavam como que perdidos, apesar da estrela já estar nos céus como prova que Jesus já tinha nascido, eles vão a Jerusalém para se informar, depois viajam para Belém e finalmente encontram o menino em casa. Herodes, que sabia da data próxima do nascimento do menino (já que os magos lhe falaram a data exata que a estrela apareceu), manda matar crianças de até dois anos, o que prova a possível idade de Jesus nessa época.

 

 

 

O PAPAI NOEL

 

 

 

De geração em geração, a lenda do Santa Clauss ganha mais realidade no mês de dezembro, a história do “bom velhinho” que foi inspirado na figura de um bispo que de fato existiu.

 

São Nicolau nasceu no século 3, em Patras, na Grécia. Quando seus pais morreram, ele doou todos os seus bens e optou pela vida religiosa. Com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote e logo tornou-se arcebispo de Mira. Dizia-se que na cidade em que ele nasceu viviam três irmãs que não podiam se casar por não ter dinheiro para o dote. O pai das meninas resolveu então vendê-las conforme fossem atingindo a idade adulta. Quando a primeira ia ser vendida, Nicolau soube do que estava acontecendo e, em segredo, jogou através da janela uma bolsa cheia de moedas de ouro, que foi cair numa meia, posta para secar na chaminé. A mesma coisa aconteceu quando chegou a vez da segunda. O pai, afim de descobrir o que estava acontecendo, permaneceu espiando a noite toda. Ele então reconheceu Nicolau, e pregou sua generosidade a todo o mundo.

 

A fama de generoso do bom velhinho, que foi considerado santo pela Igreja Católica, transcendeu sua região e as pessoas começaram a atribuir a ele todo tipo de milagres e lendas. Em meados do século XIII, a comemoração do dia de São Nicolau passou da primavera para o dia 6 de dezembro, e sua figura foi relacionada com as crianças, a quem deixava presentes vestido de bispo e montado em burro. Na época da Contra-reforma, a Igreja católica propôs que São Nicolau passasse a entregar os presentes no dia 25 de dezembro.

 

Ao longo do século 19, Santa Claus foi representado de muitas maneiras. Ele teve diferentes tamanhos, vestimentas e expressões, desde um gnomo jovial até um homem maduro de aspecto severo. Em 1862, o desenhista norte-americano de origem alemã Thomas Nast realizou a primeira ilustração de Santa Claus descendo por uma chaminé, embora ainda tivesse o tamanho de um duende. Pouco a pouco ele começa a ficar mais alto e barrigudo, ganhar barba e bigode brancos e a aparecer no Pólo Norte.

 

O símbolo de Santa Claus foi logo utilizado pela publicidade comercial. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao artista Habdon Sundblom a remodelação do Santa Claus de Nast para torná-lo ainda mais próximo. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado e assim nasceu - de uma propaganda da Coca-Cola! - o Papai Noel que a gente conhece.

 

O que ninguém percebe, é que o tal “bom velhinho”, sutilmente toma para si atributos exclusivos do Todo Poderoso, por exemplo:

 

ONISCIÊNCIA – Conhece cada criança, seu comportamento e seu endereço. E poderosamente conhece o pedido de cada uma.

 

ONIPRESENÇA – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de descer pela chaminé e deixar o presente.

 

ONIPOTÊNCIA – Tem poder para Julgar, fazer renas voarem e ainda para controlar o tempo.

 

ETERNIDADE - É sempre o mesmo por séculos.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Queridos irmãos, sei o quanto este estudo pode parecer chocante para uns, ou sem sentido para outros, no entanto, somos servos de Deus e devemos procurar nos afastar de tudo o que nos distancia da vontade do pai, podemos sim reunirmo-nos para lembrarmos o nascimento (ou encarnação) do Nosso Senhor, todavia, não podemos nos envolvermos em práticas e costumes pagãos, trazendo para dentro das nossas casas símbolos do paganismo disfarçado de religião e que na verdade só trará uma série de maldições para os nosso lares. Vijiemos, pois satanás não descansa e a sua forma mais eficiente de trabalho é a infiltração, ele entra como quem não quer nada, como quem não vai fazer mal algum, mas, quando nos damos conta, ele já fez todo o estrago que antes planejava

 

Não temos noção de quantas crianças no dia 24 de Dezembro dobram os seus joelhos, muitas vezes incentivados pelso próprios pais, e fazem uma oração diretamente ao “Papai Noel”, elas choram para conseguir os seus desejos. O ato de prostrar-se é sinônimo de adoração, e ser adorado é tudo o que o inimigo sempre desejou.

 

É assim, que o inimigo, com a ajuda dos pais, afasta cada vez um número maior de crianças da presença de Deus e torná-as alvos fáceis para ele usar em suas armadilhas. Esteja vigilante, e proteja seu filho deste mal.

Que Deus te abençoe.

 

 

fontes: www.vivos.com.br

             http://pt.wikipedia.org

             http://solascriptura-tt.org

             www.terra.com.br

             www.elnet.com.br

Geisiel santos

www.geisielsantos.com

 

 

 

 

 

 

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